Vida & Bem-estar

A nossa relação com a compra de produtos de beleza

Todos os dias surgem novidades no mercado da beleza e em outros posts aqui no site já mencionei que gosto que marcas brasileiras invistam cada vez mais em qualidade e acessibilidade. Anos atrás era quase impossível usar uma base boa que não fosse gringa, hoje chovem opções para os mais variados tipos de pele e gostos. Claro que há sempre o que melhorar, mas em vista do que tínhamos principalmente na maquiagem, vivemos tempos de progresso.

Com tudo isso, as propagandas bombaram e a todo momento recebemos na tela do celular ou do computador sugestões de compra, influenciadores fazendo parcerias com marcas, redes sociais se tornando plataformas de vendas também, e não há nada de ruim nisso, desde que a nossa relação com a compra desse tipo de produto seja bem sólida e sincera. Em outras palavras, nós controlamos o dinheiro e não o oposto. Pensar se aquilo realmente seria útil, se é do seu agrado de verdade, se você vai usar ou largar depois de uns dias, se precisa daquela quantidade…

Trabalho com beleza (sou maquiadora – atendo a clientes, revendo cosméticos e também produzo conteúdo na internet), até o momento em que escrevo esse post, só recebi produtos de uma marca, uma única vez, ao comparecer numa reunião deles. Todo o restante que aparece aqui no site, no instagram e no youtube comprei com meu próprio dinheiro. E mesmo podendo usar a “desculpa” de que esse é meu trabalho, penso muito bem antes de dar meu suado dinheirinho em qualquer item, faço questão de reforçar aos seguidores que eles não precisam de um mundo de coisas para fazer uma make bonita, que existem produtos versáteis e que rendem muito, que as vezes o barato sai caro, e ao invés de quantidade é melhor manter a qualidade. Não imprima a falsa imagem que aquela make, aquele creme de cabelo, aquela máscara facial, vai mudar sua vida, que aí sim você vai estar satisfeita, porque não vai. Logo lançam uma versão com mais cores, numa embalagem diferente, e lá estará você com produtos gêmeos em casa sem necessidade, passando da validade sem uso, morando eternamente no fundo da gaveta.

Não se sinta mal se você não pode comprar as maquiagens que sua blogueira favorita usa, não se sinta inferior se sua necessaire de makes tem poucas coisas, não se sinta cobrada por não ter os produtos “da vez”. Se forem do seu interesse e tiver a certeza que usaria muito, vá em frente! Guarde dinheiro, administre as economias, e adquira sem se enrolar em dívidas.  Se você já tem muita coisa acumulada sem uso, desapega! Venda, doe, troque…(desde que estejam em bom estado, claro. Do contrário, descarte.)

Outro motivo pelo qual as vezes compramos cosméticos sem pensar, é a pressão estética. Pode ser que você nem se interessa por maquiagem, mas tem aquela tia, aquele namorado, que sempre diz que você deveria ser mais “delicada”, deveria usar pelo menos um “batonzinho” porque fica pálida, quando você mesma não tem a menor paciência para se maquiar. Ou alisa os cabelos e permanece no castanho porque todos dizem que é mais elegante, mais bonito, quando sua vontade mesmo era usar cachos cor-de-rosa. Nem preciso dizer o quanto essas situações são chatas, mas que não precisamos ceder a elas. Compre seus cosméticos, modifique a sua aparência com isso ou aquilo SE VOCÊ QUISER. O povo vai arranjar um jeito de falar a respeito de qualquer coisa: se estiver magra está “doente”, se estiver gorda é “desleixada”, se faz as unhas toda semana é “fútil”, se não faz “não é feminina”…Então não é melhor fazermos logo o que queremos? Você trabalha muito para ganhar seu dinheiro e depois gasta em coisas que os outros impuseram para você? Não minhas seguidoras fortes e guerreiras, que sabem o que querem!

Bora consumir conscientemente, ser feliz, cuidar da gente do nosso jeito. Não tem receita para seguir a risca: a valentia está em racionalizar nossas compras e sermos quem quisermos ser, como quisermos ser, certo?

Até a próxima!

 

 

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