Vida & Bem-estar

6 meses da adoção da Artemis – O que mudou?

8 meses de vida, 6 meses comigo. Se você não viu ainda o vídeo em que trouxe ela para casa e seus primeiros momentos comigo, clique nesse link aqui.

Nunca tive animais de estimação, minha família nunca gostou de bicho (nunca foram de maltratar, mas aquela história “eles lá, eu cá”). Sempre me colocaram muito medo em relação a mordidas, a muito trabalho para cuidar, que depois de certa idade, parei de pedir.

Por volta dos meus 16, 17 anos meu primeiro namorado tinha cães (adultos e filhotes) e foi aí meu primeiro contato com pets. Os dele viviam num quintal, não entravam dentro de casa, mas eram muito amigáveis e carinhosos. Peguei pela primeira vez no colo um filhote de cachorro nessa idade! Dali em diante, o amor foi só crescendo…Via aquele companheirismo, as gracinhas e trapalhadas, e queria aquele tipo de relação para mim também.

Já adulta me tornei aquela pessoa que vai nos aniversários e socializa com os pets da casa. Os animais parecem sentir que sou “Felícia” e sempre corresponderam aos meus carinhos, não apareci em diversas fotos desses eventos por estar coçando a barriga de alguma fofurinha. Considerei a adoção de um animal diversas vezes, mas nunca me sentia preparada. Financeiramente, emocionalmente, sempre colocava um obstáculo e fui adiando até que no começo desse ano passei por uma situação muito triste que dilacerou a concepção que eu tinha de amor. Fiquei mal e decidi passear onde? No petshop! Lá vendo tantos animais esperando por um dono, concluí que eu tinha amor ‘pra’ caramba ainda dentro de mim, mas que podia oferecer para alguém que precisasse e merecesse. Se eu cortasse alguns gastos supérfluos, poderia bancar os insumos que um animal necessita.

Comecei a pesquisar ongs, olhei as páginas de resgate animal que já seguia no facebook e encontrei o abrigo em que Artemis vivia. Nesse momento já tinha decidido que seria um gato pela vivência positiva que já tinha com os bichanos, por entender mais sobre eles e também pela sua independência, já que não precisam ser ensinados onde fazer xixi e cocô, não precisam de passeio diário, etc. Atravessei minha cidade e enfim a trouxe para morar comigo.

  No dia em que chegou, já juntinha de mim 🙂

Confesso que não foi nada fácil, por ser de um abrigo muito humilde, ela veio com alguns probleminhas de saúde que me preocuparam e minha vida toda foi adaptada para sua chegada. Dá trabalho e não é pouco: eu que sempre fui apegada a objetos, vivo com maquiagens que a tampa não encaixa bem e alças de bolsa desfiadas. Gosto de tudo limpo e organizado, e hoje minha roupa tem pêlos e minha casa é cheia de brinquedos de gato. Antes eu saía sem me preocupar com nada, agora faço um check-up completo de água, comida e areia limpa. Viajar? Sei não, só se eu puder levar ela ou contratar uma cat sitter de confiança.

Dormindo nos meus braços que nem bebê, enquanto eu assistia televisão 🙂

Artemis tem os momentos de correr pela casa, subir no sofá, na cadeira, querer brincar com tudo ao mesmo tempo, e as vezes, tudo isso de madrugada. Ela se esconde em lugares que eu fico um tempão para achar e depois ela sai como nada tivesse acontecido, tenta caçar mosquitos e acaba derrubando o que estiver pela frente. Mas também me recebe todos os dias na porta e também se despede na hora em que saio soltando um miado fraquinho, não pode me ver triste ou chorando que vem no colo se esfregar e fazer alguma gracinha, é minha companheira de leitura e de gravação de vídeos, é por quem eu luto todos os dias.

Difícil é tirar do colo depois 🙂

Há vezes que a vontade é jogar tudo para o alto, desistir da vida. Porém quando olho para aquele focinho fofo que me espera em casa, eu engulo sapo, tento mais um pouco, e assim sigo. Prometi a ela que faria de sua vidinha uma jornada incrível, que seríamos eu e ela para sempre. Assim tenho feito. O dinheiro vai para uma ração de qualidade, areia mais confortável, brinquedos que a distraiam enquanto estou fora, e posso dizer que estou feliz assim. A minha vida continua desgastante, com diversos problemas como a de todo mundo, mas hoje não me sinto mais sozinha, descobri o significado plural da palavra “família”. Quando me perguntam se vale a pena, ressalto que é trabalhoso ter um bicho sim, e não adianta ter e deixá-lo “jogado” sem atenção e sem os itens necessários para uma vida saudável, mas que caso esteja disposto a uma experiência de construção e enriquecimento pessoal, o animal é a porta para essa mudança. São inúmeras as dificuldades, por isso tem que gostar de bicho e querer de verdade. Eu assinei esse “contrato” ciente do que me esperava e não me arrependo. Artemis é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, seremos eu e ela de mãos e patas dadas até o fim! ♥

PS: Tirei o guizo de dentro da bolinha da coleira, viu? Nada de barulho irritando ela por aqui 🙂

E você, tem algum pet? Conta para mim aqui nos comentários, amo conhecer essas histórias legais de parceria!

 

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